Da Estação Belém para o Município de Francisco Morato

A Vila Belém serviu de acampamento aos operários que construíram o túnel que transpunha a Serra do Botujuru no ano de 1866, no planalto entre Belém e Jundiaí, no quilômetro 121,3, na época chamada Túnel da Cachoeira e atualmente denominado Túnel Botujuru. Com extensão de 590m era necessária grande movimentação de terra o que obrigou a criação de um acampamento. A construção do túnel era a forma mais adequada de transpor a serra e continuar a ferrovia. Era mais um importante desafio existente na construção da ferrovia, pois o material da Serra do Botujuru era composto de rochas resistentes. Após o árduo e perigoso trabalho dos operários para abrir o túnel e dar passagem às locomotivas, a Vila Belém desenvolveu o plantio de eucaliptos para fornecer lenha para as locomotivas que agora transpunham a serra e, com surgimento das olarias na região, começou a fornecer também telhas e tijolos para a ferrovia. A estação foi construída em 1867 e era um barracão com apenas alpendre. Servia como uma pequena estação de abastecimento. Finalizada a construção do túnel, a Companhia comprou do Barão de Mauá a extensão de 45 km2 que correspondem atualmente à área total do Município de Francisco Morato.

No pequeno lugarejo situava-se a sede da Companhia Fazenda Belém, que era associada a Companhia São Paulo Railway. A Vila Belém assume o papel de entreposto de produtos agrícolas vindos de Atibaia, Bragança Paulista e Minas Gerais. Diariamente trens traziam cargas e passageiros procedentes de Santos e São Paulo e retornavam transportando café e outras especiarias. A construção do túnel teve tal importância que o acontecimento ficou eternizado no Brasão de Armas e na Bandeira de Francisco Morato, 

Túnel do Botujuru

Duplicação do Túnel

Construção do túnel em 1866, apenas uma Via e duplicação em 1895. Fonte: Lavander Jr – Memórias de uma Inglesa


Abertura do Túnel

Construção do túnel em 1866, apenas uma Via e duplicação em 1895. Fonte: Lavander Jr – Memórias de uma Inglesa